sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Interlúdios sobre os rosedás






Eu sou apaixonada por rosedás: o perfume destas pequenas flores permeiam o ar, empurrado pela brisa suave das noites de verão. Escrevi o primeiro poema rosedás em 1977. Dois amigos meus juram que o escrevi para eles. A motivação é mais remota e está relacionada à uma história de amor. Os outros sete poemas foram produzidos numa tarde durante uma reunião. Foi muito bom tê-los produzido. É o retrato daquele instante fugaz.


Rosedás I

A brisa sussurra o teu nome
Por entre as flores dos rosedás
E o perfume que voa
Com a brisa leviana
Repete o teu nome
Mais e mais.

Teresina, 1977

Rosedás II

És como os rosedás
Perfumando suavemente
A minha vida
Trazendo a brisa
Que sussurra teu nome
Nos meus ouvidos.


Teresina, 05/06/07 – 17:50 h.



Rosedás III

Que brisa é esta
Que invade
A minha vida?
Suave
Morna
Refrescante
Indolor
Incolor
Amor?


            Teresina, 05/06/07 - 17:55


Rosedás IV

A brisa empurra
Os beija-flores
Para os rosedás
Que ficam pingados
De doces pipilos
E de suave orvalho
E o teu nome
É desenhado
Entre flores e orvalhos.


Teresina, 05/06/07 – 18:00


Rosedás V

Onde está
O teu cheiro?
Confundiu-se
Com o perfume
Dos rosedás
E agora
Tenho que te buscar
Suave e essência.


Teresina, 05/06/07 – 18:10


Rosedás VI

Te (re) descubro
Perfume e brisa
Por entre as flores
Dos rosedás.


Teresina, 05/06/07 – 18:20
 


Rosedás VII

Na chata reunião da tarde
Eu fugi para te encontrar
Envolto no perfume
Dos rosedás
Te amei mais
Porque me fizeste sonhar.
             Teresina, 05/06/07 – 18:30.
 

Rosedás VIII

Onde estás
Meu amado rosedás?
Vem perfumar
A minha vida
Suave brisa
No amanhecer
De todas as auroras
Que ainda estão
Por vir.
  Teresina, 09/09/07 15:35