Eu sou apaixonada por rosedás: o perfume destas pequenas flores permeiam o ar, empurrado pela brisa suave das noites de verão. Escrevi o primeiro poema rosedás em 1977. Dois amigos meus juram que o escrevi para eles. A motivação é mais remota e está relacionada à uma história de amor. Os outros sete poemas foram produzidos numa tarde durante uma reunião. Foi muito bom tê-los produzido. É o retrato daquele instante fugaz.
Rosedás I
A brisa sussurra o teu nome
Por entre as flores dos rosedás
E o perfume que voa
Com a brisa leviana
Repete o teu nome
Mais e mais.
Teresina, 1977
Teresina, 1977
Rosedás II
És como os rosedás
Perfumando suavemente
A minha vida
Trazendo a brisa
Que sussurra teu nome
Nos meus ouvidos.
Teresina, 05/06/07 –
17:50 h.
Rosedás III
Que brisa é esta
Que invade
A minha vida?
Suave
Morna
Refrescante
Indolor
Incolor
Amor?
Teresina, 05/06/07 -
17:55
Rosedás IV
A brisa empurra
Os beija-flores
Para os rosedás
Que ficam pingados
De doces pipilos
E de suave orvalho
E o teu nome
É desenhado
Entre flores e orvalhos.
Teresina, 05/06/07 –
18:00
Rosedás V
Onde está
O teu cheiro?
Confundiu-se
Com o perfume
Dos rosedás
E agora
Tenho que te buscar
Suave e essência.
Teresina, 05/06/07 –
18:10
Rosedás VI
Te (re) descubro
Perfume e brisa
Por entre as flores
Dos rosedás.
Teresina, 05/06/07 –
18:20
Rosedás VII
Na chata reunião da tarde
Eu fugi para te encontrar
Envolto no perfume
Dos rosedás
Te amei mais
Porque me
fizeste sonhar.
Teresina, 05/06/07 –
18:30.
Rosedás VIII
Onde estás
Meu amado rosedás?
Vem perfumar
A minha vida
Suave brisa
No amanhecer
De todas as auroras
Que ainda estão
Por vir.
Teresina, 09/09/07
15:35

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